POESIA GAUCHESCA

Na anca da picaça, 
eu carrego um destino.
Um 12 braças trançado,
para laçar algum mailino.
Assim que eu faço,
sempre que é preciso.


Quando eu larguei a galope,
só se ouvia o zunido do laço.
O boi baio muito matreiro,
corria em direção ao mato.


O laço cortou o espaço,
pras guampas deste abixado.
A picaça fico chinxando, 
E o boi baio na ponta do laço.


Eu falei pro nego veio,
chega e bota o pealo.
Quero ver se esse boi,
levanta antes de ser curado.


Quando o boi levantou,
 parecia um temporal,
saiu avançando na cahorrada,
 e se atirou no macegal.


assim é a lida de compo,
nessas invernadas por ai.
se eu erro e ele escapa
eu não pego mais o boi.


Autor: Guilherme Siebel

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